sexta-feira, 27 de março de 2009

Famílias com posses estão a usar cada vez mais os serviços de empresas de segurança vocacionadas para proteger crianças e jovens. Assim, nas idas às discotecas ou em viagens longas, muitos menores já vão acompanhados por seguranças especializados.
Um automóvel topo de gama, preto e blindado, estaciona à entrada da discoteca La Movida Beach, em Matosinhos. Dois vigilantes, um homem e uma mulher, de uniforme escuro, saem do interior da viatura, abrem uma das portas traseiras e surge uma adolescente, que acompanham até ao interior do recinto de diversão nocturna. Os guarda-costas, apetrechados com walkie-talkies, só abandonarão o local quando a rapariga decidir que é hora de regressar a casa para dormir.
Pertencem a uma empresa de segurança privada, a World Elite Security, com sede em Vila Nova de Gaia, que há seis meses disponibiliza o serviço Bodyguards Júnior – de segurança pessoal de crianças e jovens por todo o país.
Este tipo de negócio começa a aparecer em Portugal, em grande parte devido aos episódios de violência que se têm registado nos últimos meses. Os miúdos são vigiados na ida para a escola, nas saídas nocturnas ou na deslocação a outros locais.
Naquela noite, os dois guarda-costas estavam ao serviço de Joana (nome fictício), de 14 anos. O pai dela, Francisco (nome fictício), é um dos clientes habituais da World Elite Security. É treinador de futebol e tem a família no Porto, mas a actividade profissional obriga-o a estar fora da cidade.

Não tenho qualquer parceria nem vinculo com a empresa acima mencionda na noticia.

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